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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Tabasco & Jack Daniel’s


... e o caldeirão caliente do Alt-Country não tem fim. Sempre vi alguma referência ao Golden Smog, sempre achei que era o Smog, Bill Callaham, só que... diríamos... mais dourado um pouco. Uma pausa. Juro que caiu uma aranha dessas de apartamento na minha mão enquanto eu digitava agora. O que será que isso quer dizer? Ela queria me ajudar a escrever com as suas oito patinhas? São oito mesmo, né?

Sobre o tal Golden Smog. Dizem que é um super-grupo como o Travelling Wilburys, aquele do Bob Dylan, George Harrison, Roy Orbison, Tom Petty e Jeff Lynne, de fato o Golden é parecido na intensidade artística do pessoal, mas é muito maior na quantidade, é um coletivo que existe desde o EP de 92. Pra cada disco eles juntam mestres, mestrandos, criadores e criaturas. Os avós do Big Star, filhos como Replacements e Jayhawks e os netos Soul Asylum e Wilco, o menino prodígio Jeff Tweedy.

Cada vez mais, acho que a música norte-americana sabe exatamente o que eu quero escutar. Escala Inglaterra: Gram Parsons – Jagger/Richards e Bob Dylan – Beatles. Gosto muito do jeito que são mantidas as tradições, as canções bem construídas, mas sempre com um Tabasco e Jack Daniel’s para inovar. A trajetória do Wilco, mais precisamente Jeff Tweedy, esbarra aí. O inquieto Tweedy tem um outro projeto que é exatamente a prova disso, o Loose Fur, que é um belo liquidificador vanguardista. Retrato dessa música extremamente rica que recebe de todas as fontes e influencia tudo.

Dicas atemporais de um rancheiro e texano 2009. Ben Kweller – Changing Horses, Bonnie Prince Billy – Beware, Bob Dylan – Together Through Life, Wilco – Wilco, Barzin – Notes to an Absent Lover, M. Ward – Hold Time e o importado Elvis Costello - Secret, Profane & Sugarcane.


Yee Hawww! Wee Woo!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Ahhh!

Duas canções que quero cantar a plenos pulmões ainda esse ano.
É!, berrado mesmo! De madrugada se for o caso!

"no fim do dia uma cerveja no bar e o coração tranquilo. no fim do dia uma cerveja no bar e o meu dever cumprido."
Carteiro de Favela - Wado

"nasci pra ser surfista do que eu quiser, do que eu puder, do que eu tiver por quê."
Surfista - Fábio Goes

Engraçado que são baladas, né? Honestas de doer.



Nem que seja pra dentro de mim. Novamente.

sábado, 20 de junho de 2009

Festa Junina

Não rolou nenhuma ainda esse ano e tal.

Eu gosto. Pode convidar. =)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

pô, tem Lô!

é pra lá que eu vô.

Projeção



Puro egoísmo. Incapacidade de relacionar. Te seqüestrei, vou te reter pra sempre na minha idéia. No teu lugar, talvez fique alguma tonta, uma dublê, uma mulher alheia (1).

Sempre à procura do teu corpo-exato. É por si, um mecanismo de defesa. Em um site de relacionamento eles perguntam “o que espero dela” e “as 5 coisas que eu mais valorizo em alguém".

Patriotismo? Capacidade de perdoar?

Desculpa, mas não é bem assim não. Você se transforma quando coloca os óculos e mesmo assim não se sabe de qual jeito fica mais linda?

Serei eu mesmo, este cantor confuso que te rodeia (1).

(1) Chico Buarque - Romance

quinta-feira, 18 de junho de 2009

corpo-exato


Sílvia disse:


Tem a Hilda, pra doer (e respirar):


"De luas, desatino e aguaceiro

Todas as noites que não foram tuas.

Amigos e meninos de ternura


Intocado meu rosto-pensamento

Intocado meu corpo e tão mais triste

Sempre à procura do teu corpo-exato.


Livra-me de ti. Que eu reconstrua

Meus pequenos amores. A ciência

De me deixar amar

Sem amargura. E que me dêem


A enorme incoerência

De desamar, amando. E te lembrando

- Fazedor de desgosto -

Que eu te esqueça".


(Hilda Hilst: Júbilo, memória e noviciado da paixão)


P.S: Porra. Né?


Thiago Macêdo disse:


dizia um amigo meu que "nos instantes de melancolia,.". nunca entendi o que ele quis dizer com o ponto, mas acho que melancolia é um ponto diferente, os três em seqüência, que determinam continuidade e uma não-finitude. acho que ele queria ir contra a idéia de que a melancolia não tem fim ("felicidade sim"), e que parar de pensar (ou sofrer, ou chorar, ou sonhar) é o ponto. mas aí seria também deixar de amar.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Lacônico

Amores Urgentes do Bruno Medina. Os Amores Difíceis do Italo Calvino. Amores Imperfeitos do Samuel Rosa e Chico Amaral. São, de fato, as flores da estação.

ERRÂNCIA. Apesar de que todo amor é vivido como único e que o sujeito rejeite a idéia de repeti-lo mais tarde em outro lugar, às vezes ele surpreende em si mesmo uma espécie de difusão do desejo amoroso; ele compreende então que está destinado a errar até a morte, de amor em amor. Roland Barthes

Acho que o ‘errar amoroso’ só se constitui quando é vinculado ao arrependimento.

Outra idéia contemporânea de tentativa e erro nos relacionamentos é o Lacuna Inc. O Dr. Howard Mierzwiak mostrou a vulnerabilidade e quão efêmero pode ser o estar com alguém. Basta apagar da memória literalmente e seguir adiante. Nada se aprende, nada se constrói. Já Joel Barish e Clementine Kruczynski consideraram o fato de errarem novamente. Juntos.

“O amor é incomunicável. Fique quieto no seu canto. Não ame.” Carlos Drummond de Andrade

Memorabília. A Rita levou meu sorriso no sorriso dela. Meu assunto, levou junto com ela o que me é de direito. Arrancou-me do peito e tem mais: Levou seu retrato, seu trapo, seu prato, que papel! Uma imagem de São Francisco e um bom disco de Noel. A Rita matou nosso amor de vingança nem herança deixou, não levou um tostão porque não tinha não, mas causou perdas e danos. Levou os meus planos, meus pobres enganos os meus vinte anos, o meu coração e além de tudo me deixou mudo o violão. Bom, disso eu discordo. Sempre é preciso uma facada bem dada para sangrar nos dedos e no pinho. Enfim, porque a Rita levou logo o disco do Noel e a imagem do São Francisco? Tem alguma coisa errada nessa história. Eu acho que ela levou justamente para apagar o Chico da memória na Lacuna Inc. Gostaria de ver a Rita cantando a versão dela numa espécie de “O Chico”.

Minha primeira paixão foi pela Sabrina Parlatore, cheguei a disputar platonicamente a Avril Lavigne com um amigo de sala na época em que nada era complicated.

“menina branca de neve, me leve no esquecimento.” Ferreira Gular

“Eu não consigo apagar você da minha vida. Onde você estiver não se esqueça de mim.” Roberto e Erasmo Carlos

Que seja eterno enquanto dure, né? Saravá!


terça-feira, 9 de junho de 2009

Piadas Internas

sabe aquela amizade rotineira que depois de muita insistência acaba o assunto? o que mais resta senão inventar um outro tópico?

é daí que nascem as várias queridas asneiras do mundo moderno. nada como o ócio verbal, uma pausa no diálogo ou um respiro mais prolongado para lançar as incansáveis piadinhas internas.

as piadas internas nada mais são do que um prova de amor em grupo (sem maldades, por favor! apesar de ser um post sobre piadinhas e tal). é muito confortável e carinhoso pensar que alguém vai entender as suas meias palavras e dependendo até rir.

é também um teste. se conseguir entender e adicionar ao seu repertório você pode pegar minha bicicleta emprestada e dar uma volta no bairro.

chega de rodeios. vou deixar uma piadinha interna extremamente contextualizada.

- Você vai para o Rio amanhã?
- Vou.
- Bom, é que Mário... Lago.

(- Amélia que era a mulher de verdade.)

Aliás, quem for:
Beijo / me liga.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Bloqueio






sábado, 6 de junho de 2009

Urso-Cinzento

Deveras emocionado. Como é bom descobrir essas coisas.
Tem muito tempo que escuto o Grizzly Bear e só hoje que eu descobri.
Não gosto de rótulos nem comparações, mas é uma coisa meio beach boys com gentle giant e parafernálias radioheadísticas. Melodias incríveis, voz marcante, arranjos maravilhosos e...
All the way from Brooklyn.

Eles no notável blogotheque.


Abrazzo, ciao ciao.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Sobre a carência

Sobre carência.

Taí um assunto difícil.

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E perigoso.

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Engraçado que uma coisa vai ligando na outra. Falei recente sobre ‘faltar um pedaço’. Bom, é por aí. A pior solidão é a dois, não? Das poucas certezas da vida é essa. Não tenho nem idéia como vou desenvolver esse texto. Estou escrevendo porque abri uma página em branco. Qual o problema de uma página em branco? Inclusive, tem um parentesco com o White Album, vai saber. Você imagina o que quiser sobre o lendário Álbum Branco. Mesma coisa para o Documento1 aqui agora. Nem salvei ainda. Se eu salvar vai aparecer “sobre a carência” como título.

Qual a primeira música do White Album que vem a sua cabeça?

I Will”, juro! Foi a primeira que pensei agora.

Sobre a carência.