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sábado, 30 de maio de 2009

Daqui

Quarta Sessão Duas Partes e Um Refrão.

Daqui
Thiago Sá

Daqui você parece tão feliz. Parece que minha parte eu fiz daqui. Eis aí aquele beijo que eu não descobri, que guardei e depois perdi. Eis aí. Berro pra dentro de mim:
-QUE QUERO VOCÊ AQUI.
-QUE QUERO VOCÊ AQUI.
-QUE QUERO VOCÊ AQUI.


sexta-feira, 29 de maio de 2009

Novas Beldades

Pra dar uma colorida nisso aqui.
Dois colírios. Uma atriz e uma cantora.

Atriz - Léa Seydoux


fez isso comigo.

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Cantora - Russian Red ou Lourdes Fernandéz


fez isso comigo.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

1/4

Bom, pra quem não conhece, esse é o 1/4 uma animação em Stop Motion que fiz com o Gordim e o Matchiola no ano passado.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

A Graça

Quarta-feira atípica, pelo menos a partir de hoje. Passei o dia por conta de um livro e escolhendo músicas que servissem de trilha para a leitura. Ok, depois de muita inutilidade senti falta das minhas quartas anteriores, sempre tão corridas e ocupadas. Decidi ir fazer super-mercado em um bairro que freqüentei durante muito tempo. Fui às 18h, tentando simular uma pessoa normal e ocupada. Trânsito nada mais é que um bando de gente normal e ocupada. Sério, fui curtir um trânsito! Até buzinei para um cara que me fechou. Depois mandei um sorriso e um jóia.

Fiz minhas compras, nada muito urgente: requeijão light (só reparei agora), ruffles, rúcula, tomate italiano mini e um chá-mate. Eis que um funcionário pergunta pra moça no caixa:

-Você viu a Graça?

-Não.

terça-feira, 26 de maio de 2009

21 (vinte eu)

hoje, (era) dia vinte um, em um dado momento faziam vinte e uma horas e vinte e um graus em um inverno ameno. na praça contabilizei vinte casais para cada um dos vinte e um bancos e .............. eu.


escutando isso, ó.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

em trânsito


Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida, no pior jeito possível - ‘resto’ no sentido de ‘sobra’. Um mix de solto no mundo, ou melhor, largado. Ao mesmo tempo dependente de álcool - nunca mais chegar em casa depois da faculdade (puto!) abrir uma latinha e ver Seinfeld (feliz) vai ter o mesmo valor. Dependente financeiramente e emocionalmente de tudo, vai saber. Coisa de não merecer a cerveja com os amigos. Trânsito, já falei do trânsito? nunca bati o carro, mas morro um tanto cada dia. Mais do que nunca eu vou precisar do Autoterapia. Passado esse presente se as folhas caírem de fato pra mudar saio do blog, da televisão, do Orkut, do MSN, compro uma casinha de cerca branca na roça e levo minha moça com a viola pra lá. Pode ficar a vontade quem quiser passar uns tempos lá. É simples, mas é de coração. Final de semana costumamos passar o dia todo embaixo da mangueira e quando a gente vai reparar está aquele amontoado de estrela que dá até dúvida de qual encarar. Futebol com os vizinhos. É, tem até pé-de-saúde lá.



quinta-feira, 14 de maio de 2009

Gravata Responde

Bom, pra quem não conhece o figura:

clicaqui.


"Ele tem 26 anos, e eu 20. há tempos ele queria ficar comigo, mas só recentemente resolvi. se eu mostro desinteresse ele quer, qdo mostro empolgação ele esfria... se eu sumo ele vem atrás, se vou atrás ele se mostra apreensivo. a minha pergunta é simples e objetiva: perde a graça quando a gente finalmente dá moral? assusta? outra. os homens subestimam as mulheres pela idade? obrigada! adoro seu blog, muito inteligente e engraçado."

Ah, isso é um clássico e, na boa, não só dos homens. Muitas mulheres também agem dessa forma. Quando tá fácil, não quer; aparece dificuldade e aí passa a querer. Dá um pouco de raiva, mas a explicação é relativamente simples (embora não tenha a ver com sentimento).

Trata-se da vaidade e do egoísmo. Da necessidade de ter para si, muito embora não se tenha a vontade de possuir. Ficou estranho, né? Mas é isso, mesmo: a outra pessoa não tem vontade de namorar, não tem vontade de ficar junto, mas não quer deixar de ser bajulada nem de ser "gostada". Quando sente que vai perder seu lugar no pedestal, volta a dar um pouco de corda.

E assim por diante. Maior babaquice do planeta. Não se trata de subestimar pela idade, talvez nem seja um traço ruim do caráter. Diante da quantidade absurda de pessoas (homens e mulheres) que fazem isso, acho que tem a ver com genética ou algo assim.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

vazou!

Vazou. PQP!
26%, 27%...

ai carajo.
........................................................

três horas depois...

sem palavras ainda, mas o Wilco está vinculado com alguma coisa mística que toma conta mesmo.
lançamento (vazamento) de um álbum de inéditas é um dia quase natalino, estabelece aquele clima de preenchimento familiar, sei lá. nada pode dar errado hoje. muito pelo contrário, alguma coisa boa vai acontecer além da própria degustação sonora insaciável.

You and I com a Feist é a doçura que tinha que ser. One Wing é a facada que tinha que ser. Wilco (The Song) é o Wilco fanfarrão que tem um público extremamente conquistado.

você pode estar abandonado e carente, mas saber que Wilco will love you, baby é mais importante que, sei lá, Jesus, etc, talvez.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Palavra (En)cantada


faltou Aldir Blanc e sobrou Black Alien

faltou Grupo Rumo e sobrou Hip Hop

no mais é obrigatório pra conhecer mais a canção popular do Brasil.

destaque para a Entidade Maria Bethânia recitando uma Pessoa.

"Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas)"

Álvaro de Campos

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

(In)compatibilidade de Gênios

Então, existe alguma fórmula? Bealtes antes de qualquer coisa? Casais têm que ter sintonias quanto ao gosto? Os opostos se atraem? É basicamente química / pegada? Tem que beber cerveja e gostar de boteco? Tem que se dar bem com amigos? We like the same things and i like your style. E depois? Conchinha: sim ou não? Desorganizada, organizada, compulsiva? Pontualidade?
Opa, três meses já. Ciao.

(porquinho William e o coelho gigante Charles em uma fazenda perto de Londres)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Autodestruição



Como já chegou a três o número de pacientes do Autoterapia e já se foram quatro posts, me vi obrigado a propor um editorial para o blog. Mentira. É que estou na minha primeira crise criativa que abre alas para outro tema.

São poucas coisas que realmente consigo manter. Tudo em mim é fugaz. A validade pra mim é quase um caqui maduro. Rapidamente algum ser muito cruel e sádico dentro de mim decide: Chega, né?! O bobão aqui nem pra discutir um pouco:

Pô, como assim, já? Fiz o blog ontem. Aposto que em uma semana esse blog vai se autodestruir. O Autoterapia vai se autodestruir em 10, 9, 8... Não, não dessa vez. Quanto tempo durou o último, aquele do Top Five? Aquele era mais complicado porque era temático, dessa vez é livre. Desde quando você consegue viver em liberdade, tudo na sua vida tem que ser programado, se num cumprir é choque, até, finalmente, cair na rotina. Não, já consegui dar longa vida, produto não perecível, para várias coisas na minha vida. Ok, aquela sua última namorada, tão bonita e bacana, durou quanto tempo? Um mês bem vivido, né? Aí, é outra história, é a minha idealização de relacionamento... É, pelo andar da carruagem só a AUTOterapia não vai funcionar não. Além do problema de comprometimento você não consegue relacionar... Tenho mais amigos que você, ser ingrato. Já sei o porquê de você ter colocado o tema do blog em verde, é igual aquele pão de forma que você nunca consegue comer inteiro.

Enfim, ele sempre vence. Maldito. Não dessa vez!

continua nos próximos posts... ou não.


ela, 18 julho - Via Funchal

terça-feira, 5 de maio de 2009

Wilco (A Banda)


São imagens de uma América distante e desolada. Sol se pondo, pântanos e pontes vazias. Nada mais natural que os registros do Wilco sejam interpretados como um Road Movie. Desde a sua formação, os caras são assumidamente uma banda estradeira. Inclusive, fica aí a sugestão, desde já, para o alemão Win Wenders, diretor de Paris, Texas, Don’t Come Knockin, Lisbon History, trabalhou com Bono Vox e o ícone americano Willie Nelson.

No filme “I Am Trying to Break Your Heart” de 2002 o Wilco está passando por várias transformações, como mudança de gravadora e a saída do guitarrista Jay Bennet. Prato cheio para o documentarista Sam Jones que teve a direção sensível e captou toda carga emocional do momento em que eles lançavam o emblemático “Yankee Hotel Foxtrot”.

Já o “Ashes of American Flags”, dirigido pelo ex-baterista do Fugazzi Brendan Canty e o Christoph Green é um retrato de uma banda amadurecida em turnê.

O filme começa em Nashville, onde o sexteto de Chicago faz uma apresentação intimista na lendária casa de country Ryman. Depois seguem para Tulsa e New Orleans.

O repertório é generoso passando por quase toda a impecável discografia da banda. Isso com músicas inteiras para deleites completos.

A respeito do Wilco, tudo já foi falado em outras ocasiões do Alto Falante, formalmente, no próprio programa, e informalmente, nas boas cervejadas das vida. Fazer aqui um comentário simplista, dizendo que a banda está afiada é desmerecer seus atributos técnicos, criativos e de entrega nas apresentações. Aliás, falando em entrega, uma das passagens do documentário mostra o estado em que os músicos ficam após os shows. Diagnóstico: contusões, sangramentos e dor de garganta. Logicamente recompensados pelo calor do público ensandecido que improvisou até um Grammy para a banda.

Tem também a parte dos depoimentos para cada integrante da banda.
O chefe Jeff Tweedy se emociona ao falar do baixista John, único companheiro desde o começo do grupo em 1994. E resume que não quer que nada mude com o Wilco. No meio de tanto carinho tem espaço até para o amor paterno. O pai do Jeff Tweedy surge depois dos créditos finais para fazer seu comentário coruja. Além de um farto bônus com mais sete músicas.

E o melhor é saber que tudo isso é apenas um aquecimento para o sétimo álbum de estúdio que sai no final de junho com participação da canadense Feist. O disco do ano já tem nome, Wilco (The Album), e a primeira faixa é a Wilco (The Song). Simples assim. Pra que mais?